Samba no dos outros é refresco

6 Feb

Eu não gosto de Carnaval. Gostava quando era mais nova, quando era possível frequentar qualquer “multidão” sem me sentir acuada. Mas isso foi há uns 15 anos. Fujo de qualquer multidão – e aí não é porque sou curitibana. É porque tenho medo. De ser assaltada, de ser pisoteada, de ser sufocada, de levar bala de borracha, tenho medo até daqueles marmanjos metidos a besta que chegam pegando na cintura da gente.

Meu consolo sempre foi morar numa cidade que não é de Carnaval. Deixa o Carnaval pro Rio, pra Bahia, pra Minas; Curitiba é o lugar de quem quer fugir da zoeira. Porque é uma cidade fria (embora não aparente nos últimos dias), porque não tem sambódromo e muito menos samba no pé. Nunca ninguém parou pra pensar por que essas coisas não combinam com a cidade? Curitibano não é festeiro. Pensa que é. Mas não sabe ser (assim como não sabe ser educado – e uma coisa leva à outra…).

Não tô falando de você que combinou de ir pular Carnaval com as amigas. Nem das famílias que enfrentaram o sol escaldante do domingo para ver a ‘manifestação artística’ no Largo da Ordem. Tô falando da massa, que, mais dia menos dia, é atraída para todo e qualquer evento público. Daquele monte de gente sem cultura, sem educação, que acha que festar é poder andar bêbado pela rua, vomitando pelos cantos, quebrando tudo e mexendo com a mulher do outro. O mesmo tipo de gente que invade o litoral no réveillon e nos obriga a escutar as piores músicas em volumes absurdos. Gente que acha que festa = bagunça. E isso não é puritanismo, vocês sabem que não é. Tudo que tem muita gente junta, de culturas diferentes, de níveis alcoólicos diferentes, de objetivos diferentes, dá merda em algum momento. Não é culpa das famílias, nem da polícia, nem dos “foliões de bem”. É uma questão cultural, difícil de explicar, de entender e impossível de conter. Deviam deixar o Carnaval pra quem entende do assunto.

Bom dia pra você também

3 Feb

Gosto muito desse texto da Denise, que descreve de forma bem clara e sucinta uma das piores manias do curitibano. É assim mesmo: a gente foge, se esconde, espera o próximo elevador; tudo para não ter que abrir a boca e dizer bom dia, boa tarde, boa noite. Um estranho valor (se é que dá pra chamar de “valor” um hábito assim) tão fincado na nossa essência que fica difícil tirar de dentro do peito.

Tô tentando. Tô me esforçando. Cumprimento o caixa do supermercado. Agradeço antes de catar as compras e ir embora. Olho pra cara de quem está me atendendo na farmácia, no café, na loja, no restaurante. Às vezes esqueço. Digo “obrigada” com a boca semi cerrada, olhando pra carteira, louca pra sair dali. Como se alguém estivesse me torturando. É difícil tirar essa sensação de invasão, confesso. Como se o fato de olhar alguém nos olhos fosse uma intimidade tão grande, tão grande que… melhor não. Melhor baixar a cabeça e ir embora, atravessar a rua, como se óculos escuros e iPod fossem capas de invisibilidade.

E na internet então? Milhares de formas de se comunicar, mas só se você quiser. (Percebem a minha grande crise com tudo isso? Cada texto tem um porém). Assim como a gente finge que não viu a fulana do outro lado da rua, também pode fingir que não leu um email.  Do mesmo jeito que a gente não cumprimenta a moça do caixa, que a gente sai de qualquer lugar sem dizer nada, dá pra ficar offline no meio de uma conversa. Fingir que caiu, que não leu, que não deu tempo, que esqueceu. Eu não quero ser assim. Quero fazer o mínimo. Quero dar bom dia, boa tarde, boa noite, oi e tchau. Quero ser à moda antiga – sim, eu acho que os curitibanos eram mais educados. A gente sabia ser, só desaprendeu.

imagem do fuck yeah moleskines

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Do lado de lá

25 Jan

Nunca esqueço quando uma amiga disse: ‘internet me deixa ansiosa’. Foi tão sintético e simples e verdadeiro e real, mas nunca tinha parado pra pensar. Internet me deixou ansiosa também.  A vida indo pelo ralo, uma sensação estranha de que todas as pessoas que ali estão, estão ali – e portanto, assim como eu, estão deixando de lado outras coisas. Não estão onde deveriam estar. E tem algum lugar onde a gente deveria estar? Onde é que a vida acontece? Só sei que no computador é que não é. Nada verdadeiramente importante acontece dentro do computador.

O primeiro olhar que você troca com alguém. O primeiro sorriso, o primeiro beijo, a primeira vez que acordam juntos. O dia em que ele te apresentou como namorada pela primeira vez. O jeito que ele segura a tua mão na hora de atravessar a rua. A risada que ela dá e te tira o ar. O jeito que ela pisca. Aquele momento em que a luz do cinema acende e vocês precisam levantar e sair dali, e você não sabe se agora é a hora de beijar ou se espera até o café.  Andar de mãos dadas. O sorriso que você dá quando lembra dele. O coração saindo do peito quando o avião dela pousa. A felicidade incontrolável quando você ouve uma música que lembra ele. O cheirinho que fica na casa quando ele cozinha para você. Os pés dela, tão bonitos.

Nada disso está dentro do computador.

As pessoas passam o dia todo olhando pra ele – por necessidade, um pouco; por ansiedade um outro tanto. De lá pode sair tudo, um monte de informação, foto, uma mensagem que você estava esperando. Mas a vida boa, aquela que todo mundo quer, não está no computador.  Está do lado de fora, nos convites recusados, nos amigos esquecidos, nos livros acumulados na estante, nos filmes que você não viu. Nas pessoas que você deixou pra trás e naquelas que você não conheceu ainda. A vida boa, aquela que todo mundo quer, acontece quando você deixa ela entrar. Simples assim. E tão complicado.

(Imagem: http://sniffingpermanentmarkers.tumblr.com/)

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A nuvenzinha cinza do mundo

24 Jan

Se você não é feliz provavelmente a culpa é sua.

Logo eu, que sempre achei um saco pessoas que estão sempre felizes, me rendo. Eu quero ser feliz também. Não o tempo todo, mas a maior parte dele… é possível? É sim. É só parar de ver a nuvem cinza do mundo. Chega de criticar tudo e todos o tempo todo. O mundo já é tão crítico, ranzinza, rabugento, cruel. Não vou engrossar o coro, não quero fazer parte dessa massa. Não vejo mais graça alguma em ser o personagem rabugentinho de todas as histórias. Eu vou me esforçar. Não vou criticar, não vou reclamar. Não, não e não.

Mas o mundo já é tão crítico – devo me mudar pra uma ilha? As pessoas criticam tudo. O que você se veste, o jeito que você dirige, as coisas que você fala, o jeito que você come, o jeito que você senta, o modo como segura o garfo. As pessoas criticam se você demora 4 segundos pra arrancar com o carro no semáforo aberto. Dentro dos próprios carros, reclamam baixinho – às vezes nem tão baixinho. Em pensamento, criticam cada palavra que você fala se o assunto não interessa. Às vezes, criticam se o assunto interessa também. As pessoas reclamam do trânsito, das filas, do calor, do frio, do trabalho, da falta dele, do chefe, do estagiário, do esmalte que descasca, da comida que demorou, do tempero que estava ruim, do filme que era chato, do fulano que só fala sobre moto.  Sem perceber, são as maiores responsáveis pela desordem de emoções que isso tudo virou.  E se antes era só reclamar, dar um xingo e passar pra próxima, agora veja que sensacional: dá pra registrar todas as reclamações na internet, em apenas 140 caracteres. As reclamações proliferam, uma grande nuvem cinza domina o mundo. Reclamam do calor, do atendimento no guichê do banco, da fila pra recadastrar o título de eleitor, do pneu do carro que furou, do salto do sapato que quebrou, do chuveiro elétrico que queimou, da empregada que faltou. Da história que o fulano contou.

Reclamam, reclamam, reclamam. Reclamam até que falta amor. Amor tem de sobra – o que falta é gente qualificada pra receber.

Tá precisando se inspirar pra ser menos rabugento? Vem aqui.

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Teresa Cristina feelings

19 Jan


Não acho que o mundo vai acabar em 2012. Mas muitas pessoas vão. Ódio no coração, gente, só leva a duas coisas: solidão e gangrena. Tem gente que tem odiozinho por tudo, por bobeiras de internet, por big brother, por fila de mercado, por coisas que os outros fazem, por discussões que nem lhe dizem respeito. Meu mantra este ano: não odeio quase nada (exceto os eternos champignon e azeitona). Apenas evito. Dá pra evitar tudo nessa vida gente, de filho a programa ruim de televisão. Desliga a tevê, troca o canal, muda de rotina, sai dessa porra desse celular.

“Em bom português: não gosta? Ignore, em vez de ficar criticando. Isso não significa que “é feio criticar”.

” Somos mais ricos em tempo do que em dinheiro. Por isso tendemos a gastar mal essa moeda.”

Recomendo a leitura desse texto aqui (obrigada, Andreia). Não é bem sobre ódio, mas comece a pensar nisso. Em ser uma pessoa que odeia menos – e assim, tornar-se menos odiável também. Na novela pode ser engraçado, mas todo mundo sabe que o ódio da Teresa Cristina vai fazê-la se ferrar muito no final.

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Bem anotadinho

10 Jan

Eu uso agenda. Você pode achar um absurdo que em pleno 2012, o ano do fim do mundo, a era dos tablets e smartphones, alguém ainda conserve esse hábito tão antiquado. Eu conservo. Uso agenda e tenho bloquinhos de anotação de vários tipos e tamanhos espalhados pela casa – além de um que carrego sempre na bolsa. Sempre acho que cada bloquinho vai ter uma função específica, que vai ser muito bem usado. Como aquele que fica ao lado do telefone: nunca anotei um número ou recado nele. Mas gosto que ele esteja ali. Minha casa é parcialmente decorada para anotar coisas que nunca anoto. A agenda, no entanto, é sempre bem usada. Acho que só perde mesmo para a lista de mercado que fica pendurada na geladeira. Sou a rainha de começar uma lista de mercado assim que volto das compras. Para alguns, isso significa que listas de mercado não funcionam. Pra mim, significa que a vida, assim como a geladeira, é um eterno esvaziar-encher.

E por falar nisso, poucas sensações são tão boas quanto abrir aquela agenda vazia, cheirando a papel novo. Nenhuma anotação, nenhum compromisso, nada urgente. Nada pendente. A agenda vazia é a representação física de que um ano está começando e você pode fazer dele o que quiser. Sempre tive muita dificuldade em achar uma agenda realmente legal. A agenda tem que ser como uma calça jeans, tem que “ir bem com tudo”. A agenda mais bacana da minha vida toda é justamente a de 2012 – se o mundo acabar nos próximos 12 meses, pelo menos meus últimos registros serão numa agenda linda. De todas as coisas que eu trouxe da minha viagem pros Isteites, ela é a favorita. Eu estava ansiosa pro ano começar e eu poder usar. Aproveito e recomendo a quem gosta de literatura clássica e for dar uma voltinha nos EUA: esta coleção da Barnes & Noble é algo entre o lindo e o maravilhoso.

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Tudo o que eu mais ouvi em 2011

21 Dec

A minha lista é diferente de todas que você tem lido por aí. Motivo simples: separei o que eu mais ouvi em 2011 e nem todos os discos listados foram lançados em 2011.

Não dou conta de baixar e ouvir tudo o que postam por aí – e pra complicar ainda mais, quando ouço algo que gosto, passo semanas (às vezes meses) a fio ouvindo o mesmo álbum. Também abandonei a compulsão por baixar discos vazados, ou lançados no dia, tipo pão quente. Adoro mesmo quando ouço um álbum de 2008 e ele serve de trilha sonora para o ano corrente.

A parte boa é que eu trabalho usando fones de ouvido, a música é pano de fundo para me inspirar a escrever dezenas de textos diariamente. Este ano estabeleci um critério para avaliar os álbuns: se a música não me incomodar enquanto escrevo, o álbum é bom. Sô loca?

Aí vão meus favoritos. E, de quebra, um linkzinho para quem não conhece ouvir a minha faixa favorita de cada.

- Bon Iver – For Emma, forever ago (2008) -> ouça Lump Sum

- Band of Horses – Everything all the time (2006)  -> ouça Wicked Girl

- Couer de Pirate – Blonde (2011) -> ouça  Verseau

- Dr. Dog – Shame, shame (2010) -> ouça  Unbearable Why

- Foster the people – Torches (2011) -> ouça Helena Beat

- Gotye – Making mirrors (2011) -> ouça Somebody I used to know

- The Morning Benders – Big Echo (2010) -> ouça Excuses

- Adele – 21 (2011) -> ouça Rumour has it

- Darwin Deez – Darwin Deez (2011) -> ouça Constellation

- I´m from Barcelona – Forever today (2011) -> ouça Get in line

- Destroyer – Kaputt  (2011) -> ouça Suicide demo for Kara Walker

Semana que vem, se der tempo, eu volto com mais alguma lista. Ou não!

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Reaprendendo a escrever

6 Dec

Eu amava cadernos de caligrafia, aqueles de tarja amarela. E os usei à exaustão até a quarta ou quinta série, não lembro ao certo. A professora fazia ditados e incluía palavras difíceis como ojeriza, exceção, maisena, persuasão. Foi assim que eu aprendi a escrever, igual a todo mundo.

Mas gostar de escrever mesmo, como gosto até hoje, talvez tenha sido alguns anos depois. Não importa, quem se importa? Antes eu achava que escrever era um hobby. Algo gostoso, que qualquer pessoa poderia fazer nas horas vagas. Depois de um tempo percebi que escrever era mais que um hobby, era um desejo constante que me invadia sempre que estava sem fazer nada. Foram páginas e mais páginas de word nunca publicadas. Blogs, uns três ou quatro. Emails gigantes enviados para pessoas distantes que, juntos, dariam um livro. Ou mais.

Escrever se tornou um diferencial no meu currículo. Todas as empresas por onde passei, sem exceção, reforçaram isso. Eu começava em um determinado cargo, com uma determinada função, e quando via já estava dentro da comunicação. Escrevendo. Já escrevi textos institucionais sobre coisas que vocês nem imaginam que existe – compressores de geladeira, por exemplo. Já escrevi de tudo, de nota de rodapé a discurso de CEO. Ex-colegas de trabalho se referem a mim como “a maga das palavras”. E ainda assim, nunca publiquei um livro. Estou a milhas de distância daqueles que admiro, dos colunistas dos jornais aos grandes autores. Poderia ser triste, mas não é: não tenho a sensação de “missão cumprida” em relação àquilo que sei fazer de melhor. E isso me move a fazer mais.

Eu acho que escrever bem, dominar as palavras, construir bons textos – sejam eles jornalísticos ou românticos – é um dom, um talento, uma coisa que nasce com você. Que precisa ser lapidada, aprimorada – e é isso que eu tento fazer todos os dias.

Mas saber escrever, a escrita do dia-a-dia, aquela que é necessária, que é indispensável, não é um talento. É uma obrigação. A pessoa que chega até um curso superior sem saber escrever deveria voltar para o primário, pois alguma coisa deu errado por lá. Por isso eu fico triste com as redes sociais. Elas dispensaram coisas importantes da nossa língua. Letras, vírgulas, pontuação, concordância, ortografia: tudo isso ficou pra trás. O importante é passar a mensagem e se fazer entender. As redes sociais transformaram idiotas em autores. Trouxeram à tona a ignorância de gente comum que, ao invés de se esforçar para escrever direito, despeja bobagens mal escritas na internet todos os dias.

E me irrito com a quantidade de coisas ruins que preciso “pular” para chegar ao conteúdo que me interessa. Me sinto numa corrida de obstáculos: a cada 5 idiotices ultrapassadas, tenho o bônus de ler uma coisa bacana. Você pode me dizer que tem filtro, mas não funciona pra sempre. Em algum momento o filtro vai falhar e você será surpreendido com um encomodar.

Não acho que as redes sociais deixaram as pessoas burras… elas só deixaram os burros mais expostos. E eles acham graça nisso tudo.

Minha banda favorita de 2011

28 Nov

Já que é hora de fazer o balanço anual, vou falar dessa banda que balançou tudo em 2011 (tipo gíria de tiazona). Quando o vídeo de “Pumped Up Kicks” foi multiplicado Facebook adentro, eu e mais um zilhão de pessoas caímos de amor pela simpática canção. Dias depois ouvi o álbum inteiro – isso deve ter sido em maio, e desde então Foster the People nunca mais saiu dos meus ouvidos. Pelo menos uma vez por semana eu faço meu “Foster Day”, coloco o volume dos fones nas alturas e ouço o álbum inteiro.

A banda é nova. Foi formada em 2009 na Califórnia (Los Angeles) e eu imagino que o nome tenha alguma relação com o vocalista, afinal ele se chama Mark Foster. Né? Assisti o show no Lollapalooza (Chicago) deste ano quase ao vivo – um leve delay de streaming, mas quem se importa?

Abre parênteses.

Uma das coisas mais bacanas da minha viagem de férias é que lá onde eu estava as lojas tocam música boa. E daí eu pago pau mesmo: foi muito bom ficar em um lugar onde não havia a menor chance de ser surpreendida com axé, sertanejo ou qualquer outra música brega. Nas lojas, nos restaurantes, no lobby do hotel, todos os lugares tocavam música BOA.  E em todos eles, sem exceção, em algum momento começava a batidinha de Pumped Up Kicks.

Fecha parênteses.

Então Foster the People foi trilha sonora do meu outono, do meu inverno, da minha primavera, da minha viagem de férias e desta tarde de segunda-feira. No ano que vem, dizem, eles vêm tocar no Brasil, na versão local do Lollapalooza. É muito provável que eu sequer consiga comprar ingressos, com a já conhecida disputa madrugueira pelos tickets de festivais brasileiros. Sou contra comprar ingressos com tanta antecedência, acho que sempre corremos o risco de ter cancelamentos de shows quando vai chegando mais perto. E também não sou do tipo que fica à meia-noite com o cartão de crédito na mão dando F5 num site de tickets. Vai contra meus princípios pessoais e principalmente contra meu sono. Mas ainda posso sonhar com um show deles, só deles, que vou assistir fora do Brasil em 2012.

Pra fechar, este vídeo que tem uns meninos do Sabonetes + uns meninos da Banda mais bonita da cidade tocando Foster the People. Ficou ótimo.

Se você ainda não conhece esta belezinha de banda, recomendo que também ouça Helena Beat e Call it what you want, minhas outras favoritas.

 

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ponto de interrogação

24 Nov

Eu podia escrever sobre minhas férias, mas não quero mais blog diário.

Podia escrever sobre Belo Monte, Lollapalooza, mas todo mundo é tão mais engajado do que eu. Tão mais cheio de opinião.

Podia escrever sobre comida, redes sociais, cinema, novela (opa… taí!).

Mas eu não consigo escrever sobre nada.

E agora, José? Cabô ideia.

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