papinhos March 17, 2010
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- olha como o céu tá ficando feio lá
- nossa, é mesmo
- é a frente fria vindo do rio grande do sul
- mas pra lá é o norte
- …
45 segundos por apenas 54 dólares March 10, 2010
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olho impaciente pra tela do computador: “your download link will appear in 45 seconds”.
logo abaixo, a mensagem complementar diz que se não quiser mais esperar todo esse tempo, preciso fazer uma assinatura premium. a partir daí, me sobrarão 45 segundos de vida a cada download de discos. não é ótimo? some todos os downloads de sua vida, multiplique por 45 segundos e veja quantas horas de espera você economiza. tudo isso por algo como 54 dólares!
não temos mais tempo pra esperar. a fila do supermercado nos estressa. a fila do buffet nos estressa. por isso vamos ao drive-thru de fast food: porque não podemos esperar nos restaurantes. a espera dentro do carro – muitas vezes igualmente longa – nos dá a falsa sensação de que estamos indo mais rápido. de pacote no colo, dirigindo e comendo enquanto checamos a caixa postal do celular… não temos tempo a perder mesmo.
não podemos esperar por nada. o carro que foi pra oficina precisa ficar pronto hoje. o trabalho precisa ser entregue na sexta. nem mesmo a louça na pia, pobre coitada, pode esperar pela visita da diarista. não podemos esperar a chuva de verão ir embora, preferimos atravessar a rua correndo pra entrar pingando no carro e enfrentar o trânsito das seis da tarde. demora, mas já estamos a caminho. o que eu e você e os outros não podemos fazer é esperar.
não temos tempo pra esperar até o final do mês, vamos comprar agora pelo cartão de crédito. não podemos esperar pra ir ao cinema, assistimos nossos filmes super legais na telinha do computador. não podemos esperar um amigo que está quinze minutos atrasado para o café. temos tantos compromissos! te ligo amanhã. passa lá em casa no final de semana. se der tempo…
bem, assim como você, eu não tenho tempo a perder. na pressa dos trinta e poucos, no afã de querer resolver a vida toda antes dos trinta e muitos. não tinha tempo pra visitar a minha avó, não tanto quanto deveria. não tenho tempo pra visitar meu sobrinho tanto quanto deveria. não tenho tempo pra viajar num final de semana. a fila do supermercado me estressa. não tenho tempo pra tomar uma cerveja no final do dia. estou de dieta. não tenho tempo pra ficar sem fazer nada. não tenho tempo pra dormir, preciso trabalhar, almoçar, escrever, ser legal, dobrar meias, fazer compras, lavar a louça, ler bons livros, ouvir todas as músicas que vazaram na net hoje, ler todos os jornais online, assistir big brother e acordar cedo para secar meu cabelo com tempo. que tempo?
precisamos desesperadamente de tempo, mas não estou bem certa se estamos usando o tempo a nosso favor…
ouça com tempo: Local Natives – Airplanes
cansei de ser eu March 2, 2010
Posted by Paula Schutze in casadostrinta.2 comments
fico improdutiva depois do almoço se não escovar os dentes. não, não é que eu me sinto improdutiva. é que eu fico mesmo. enquanto tento resolver algum assunto, escrever alguma coisa, duas palavras me vêm à cabeça: dentes sujos. e dos rituais, eis o menor: escovar os dentes pós-almoço para poder trabalhar em paz. e limpinha.
a hora de dormir é bem pior. os pés precisam estar encasulados nas cobertas (ou lençóis, quando calha de curitiba virar o rio de janeiro do sul). ao lado da cama, uma série de coisas: lenços descartáveis. e em caixinha, que é mais fácil de tatear no escuro, caso precise – nunca se sabe quando vai ser acometida por uma crise de choro ou de espirros.
pilha de livros pras noites de insônia, como se eu tivesse energia de acender o abajur no meio da madrugada pra me concentrar em algo. garrafinha de água, claro, afinal quem é que gosta de sentir sede no meio daquele soninho gostoso e ter de ir até a cozinha? seguindo essa lógica, poderia também dormir de fraldas… ufa. ainda bem que não é só isso!
colírio, para um eventual ataque globocular; manteiga de cacau, desentupidor nasal e o mais importante de tudo: uma venda para os olhos. o que me seria extremamente útil se a janela do quarto não tivesse um blackout poderoso, né?
estando calor, ainda deixo escondidinho um par de meias wilson velhas, esgarçadas, porém limpas. afinal, se esfriar à noite (curitiba é muito bipolar nesse aspecto mesmo) o primeiro lugar onde sentirei frio são os pés, certo? errado. por isso também deixo, enrolada num cantinho ao alcance das mãos – assim como o lenço em caixinha – uma mantinha verde limão que comprei no inverno passado. vai que… né?
e aí? cansou de ser uma pessoa com TOC? espera só eu contar o que acontece depois que acordo…
amar é… February 23, 2010
Posted by Paula Schutze in casadostrinta.Tags: facts, felicidade
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… encontrar o cesto de roupas entupido num sábado pela manhã. pendurar cuecas. organizar a pilha de camisas para a diarista passar. duplicar a quantidade de fios de cabelo espalhados no chão do banheiro. encontrar fios de barba feita na pia. disputar alguns centímetros quadrados no espaço da cama. “você está invadindo o meu lado”. deparar-se com coisas como a louça eterna na pia e os copos espalhados por lugares inusitados da casa.
seria mais cômodo adotar o discurso universal, aquele que todo mundo usa ao falar de sua vida a dois debaixo de um mesmo teto: “não é fácil, tem dias que não é fácil”. isso explicaria pequenas picuinhas do dia-a-dia. como se essas pedrinhas, juntas, pudessem justificar as dificuldades do exercício diário de convivência.
eu adoraria poder usar esse discurso também, dizer que a vida a dois é assim mesmo, feita de altos e baixos, não é fácil, não é fácil.
mas é que pra mim, gente, a vida a dois é fácil. é simples. tão simples que eu apenas não sei como exemplificar ou justificar. ninguém entenderia se eu dissesse que não me importo de lavar a louça ou as roupas da semana. que já me acostumei a ter menos da metade da cama pra mim. que existem coisas muito mais importantes a se fazer e resolver do que discutir um fio de barba que fugiu da esponja na hora de limpar a pia.
a nossa vida a dois é uma parceria de sucesso e nada mais. não tem chave, segredo, mistério. por isso é tão difícil explicar, nomear, justificar. me lembra sempre de um texto, cuja autoria não recordo, que dizia “estavam juntos, sabiam-se lá e isso bastava”. odiaria ter a cama toda pra mim de novo depois de tanto tempo lutando pra manter aquele cantinho esquerdo. não suportaria o vazio das noites e dos finais de semana ou a ideia de não ter com quem dividir a bacia da pipoca. nada teria graça se eu não tivesse alguém pra assistir filme ao meu lado enquanto eu (obviamente) durmo. essas coisas pequenas, no meu caso, são muito maiores e mais importantes do que pratos sujos e tênis esquecidos no corredor da casa. é por essas e por outras que eu digo, sempre, que viver é uma questão de ponto de vista. enquanto algumas pessoas enxergam a pilha de camisas para lavar, eu enxergo o homem maravilhoso que as veste todos os dias.
(p.s. i love you)
sim… é possível February 12, 2010
Posted by Paula Schutze in casadostrinta.Tags: facts, felicidade, humor
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algumas pessoas me perguntaram ao longo das últimas semanas se eu estou feliz com a mudança de emprego. a gente passa mesmo muitos anos da vida achando que trabalho é trabalho, um conceito que não consegue misturar-se ao resto da vida. eu era uma dessas pessoas que saíam do escritório às seis da tarde dizendo “agora vou viver”.
não sou poliana nem amélie poulain, meu tempo de achar que o mundo é cor-de-rosa e acreditar que o futuro vai ser melhor já passou. se a gente não viver bem o AQUI e o AGORA, boa parte da nossa “estadia” na terra terá sido em vão.
sim, eu estou feliz, empolgada e cheia de expectativas. a rotina não é fácil, tem trabalho pra caramba pela frente. mas é pra isso que a gente se prepara a vida toda, é pra isso que a gente recebe salário no final do mês: pra produzir. me sinto produtiva e quem me conhece bem sabe o quanto isso era importante pra mim. estou fazendo o que gosto, com pessoas inteligentes e interessantes e não tenho a menor previsão de um dia “ocioso” pela frente. adoro.
e nos cinco minutos vagos do dia a gente ainda acha outras formas de fazer a mesma coisa: contenidofolks.wordpress.com
beijosbomcarnaval
a história da minha avó February 7, 2010
Posted by Paula Schutze in casadostrinta.Tags: facts, lifetime, vazio
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sempre li/ouvi as histórias dos outros sobre suas avós. a comida gostosa, as férias de verão, as lembranças da infância. minha avó nunca foi esse tipo de avó. tinha pouca afinidade com as panelas e sua casa fica numa rua tão movimentada que é impossível criar ali um cenário bucólico de férias, com árvores carregadas de frutas e cheiro de flor. ela não fazia tricô, crochê nem sobremesas deliciosas.
mas trazia consigo histórias que só alguém que viveu noventa e dois anos poderia me contar. miúda, birrenta, mantinha a ferro e fogo os costumes e os pensamentos da década de trinta. nem por isso deixou de adaptar-se, sutil e morosamente, às “novas tradições” das gerações de seus netos: dos seis, somente um casou-se no papel. outro lhe deu seu primeiro bisneto. nenhum trouxe o esperado diploma de médico ou advogado.
com 92 anos, ela tinha para certas coisas a disposição que a gente muitas vezes não encontra na nossa rotina. circulava de ônibus biarticulado para resolver seus assuntos: ir ao banco, médicos, compras. conhecia (e sabia da vida de) todo mundo da vizinhança, ia ao salão, passava férias na praia, enfrentava o sol do meio-dia para tomar seu banho de mar.
assim como ela adaptou-se a nós, nós também nos adaptamos a ela. crescemos descobrindo novas formas de encantá-la, dobrá-la e agradá-la. porque família é exatamente isso: um exercício infinito de convivência.
eu sei que tive sorte nessa vida. nem todo mundo tem tanto tempo de convivência com os avós. mas, sabe? é que foi tudo tão rápido, de uma hora pra outra, como geralmente acontece com os velhinhos… de repente ela foi embora, pegando de surpresa todos aqueles que acreditavam que dona belita poderia viver até os 100. porque nós, no nosso egoísmo, não queremos ver partir ninguém que faz parte da nossa vida e da nossa história. queremos que nossos pais e avós sejam infinitos, porque não importa quanto a gente cresça, eles serão nossas referências, o ponto de partida da NOSSA vida…
… tchau, vó.
isso daqui é um jogo February 3, 2010
Posted by Paula Schutze in casadostrinta.2 comments
fato 1: ninguém assiste BBB para ficar inteligente ou culto. para isso existe o cinema, a locadora, as bibliotecas, a universidade e a famosa escola da vida.
fato 2: todo mundo conhece gente de todo tipo: o chato gente boa, o chato descompensado, a vagabunda, o mongo, a mosca-morta.
agora pegue o fato 2, misture ao fato 1 e pronto: eis a “fórmula do sucesso” usada para fazer esta que já é considerada a mais polêmica edição do BBB. oi? mais polêmica? como assim? e o doutor rogério, o homofóbico? marcelo, o psiquiatra que precisava de tratamento urgente? a tina, a louca que batia panelas? fabrício, que atirou uma mala dentro da piscina? eles não eram tão polêmicos?
eram sim. pior que eles, só mesmo a nossa memória curta. o big brother acontece uma vez ao ano por uma simples razão: o cérebro da massa precisa de (no máximo) um ano pra passar a borracha em tudo o que aconteceu nos últimos doze meses. esquecer com facilidade seus ídolos de meia-tigela e idolatrar novos zé ninguéns.
todo ano, enquanto os “artistas de verdade” tiram férias – afinal, a programação noturna da emissora só estréia mesmo quando chega abril – a emissora cria 15 novos artistas dentro de uma jaula de luxo. a cada semana, um deles é eliminado (provavelmente aquele que está rendendo menos) e no final, um deles ganha um salário único de um milhão. que, convenhamos, deve ser miséria diante do faturamento em merchandising. os demais ganham salários alternativos fazendo propaganda de shampoo e chinelo por alguns meses, além dos ensaios sensuais. mais pro final do ano, quando o contrato de sub celebridade está perto de vencer, aproveitam o restico de fama para apresentar alguns bailes de debutantes . fim.
elenita vai voltar a usar sua anunciada inteligência para fins acadêmicos. michel vai continuar no comando de sua agência fazedora de sites eróticos, tentando reatar com a ex depois de tomar toco da tessália. que, por sua vez, estará prestando vestibular para tentar ser publicitária. serginho estará causando na noite, assim como a lia. eliéser vai concluir o curso de agronomia, fernanda vai obturar centenas de dentes. dourado vai abrir sua própria escola de judô para crianças – sim, eu acho que ele vai ganhar o “milhão e meio”, ao contrário do que todo mundo pensava há 15 dias atrás. porque é um dos poucos que consegue se manter sensato no meio de uma dezena de deslumbrados que só fazem discutir por mixaria “me dá essa cebola que eu corto” e refletir sobre questões fundamentais para a sobrevivência no jogo, como “tenho mais seguidores no twitter do que você”.
daqui a um ano ninguém vai lembrar quem é lia, elenita, kadu ou tessália. já terão esquecido dos barracos, das votações, das obscenidades sob o edredon, das festas “mágicas” – que este ano tem recebido as bandas de formatura mais horríveis do planeta, aliás.
estaremos todos ansiosos por novas celebridades de araque. por “artistas da vida real”, como o próprio apresentador gosta de falar. como se viver 3 meses confinado numa pressão absurda exigisse algum talento além de paciência. inclusive nossa, pra escutar tantas vezes o jargão “isso daqui é um jogo”.
se joga, tessália. se joga lia, kadu, Serginho e até mesmo a GLEG (adogo ela). se joguem porque o mergulho é curto, dura no máximo 3 meses, e a piscina é bem menos funda do que parece.
o trabalho, a rotina e os selvagens January 27, 2010
Posted by Paula Schutze in casadostrinta.Tags: beleza, blog, facts, felicidade, mudança
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você sabe por quê inventaram o trabalho? o trabalho na sua forma mais “conceitual” por assim dizer: o exercício de um ofício, seja qual for. o trabalho foi, muito provavelmente, a única forma encontrada para tirar o ser humano do seu estado natural – o selvagem, no caso.
imagine um mundo onde ninguém trabalha. todos tem tempo livre pra tudo. não há dinheiro, a vida funciona operada por escambo ou coisa que o valha. não existem regras, horários, agendas a cumprir. imaginou? como é? pois eu, quando penso nisso, tenho uma visão semelhante àquilo que se passa em filmes como “eu sou a lenda”: o mundo inteirinho destruído, habitado por criaturas selvagens que gostam de sair da toca no escuro.
eu observo (e a cada dia as pessoas me convencem mais disso) que a rotina, a soma do trabalho com as contas, as obrigações sociais, os almoços em família, a vida a dois, o nosso círculo social base… tudo isso dá muito mais do que sustento. o leite das crianças não é nada perto da sanidade mental que uma rotina proporciona. o dinheiro escorre pelo ralo na conta de água, some no escuro da conta de luz, mingua nos cartões de crédito. mantém o corpo limpo, os lençóis bem passados, a louça lavada, a geladeira cheia. mas é a rotina, em sua equação mais pura, ação X recompensa, dedicação X gratificação, tempo X dinheiro, que mantem a ALMA em dia.
quando uma parte da rotina – seja o trabalho, o amor ou a vida social – se torna um martírio, nos tornamos escravos da nossa própria insatisfação. voltamos, muitas vezes sem sutileza alguma, à nossa forma selvagem. nos indispomos com a vida, com o mundo. rangemos os dentes, deixamos as nossas garras afiadas saírem por baixo das unhas. ferimos e somos feridos.
tem remédio? tem. desapego, coragem, mudança, escolher o novo. largar a rotina velha, aquela que vinha nos tornando selvagens, fazer alguma coisa por si mesmo. como se fosse fácil. como se um texto, um e-mail, um “jogar tudo pro alto” mudasse a vida da noite pro dia e resolvesse todos os nossos conflitos internos.
mas dá pra começar aos poucos. dá sim e eu acredito nisso. se você não pode largar o curso de mandarim antes de terminar, se não consegue mudar de emprego neste momento, se não tem dinheiro pra conhecer a conchinchina este ano… não tem problema. há muitos outros prazeres no mundo. muitas outras pessoas pra conhecer, se relacionar, aprender. mas é preciso deixar o lado selvagem pra trás… atuar como um lança-chamas ambulante, queimando aos outros antes de si mesmo, certamente não vai nos atrair boas coisas.
suerte!
home is where your heart is. January 18, 2010
Posted by Paula Schutze in casadostrinta.Tags: escritos, férias, lifetime, mudança, ouriço
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eu poderia dizer que meu 2010 está começando agora – já que as férias acabam dentro de poucas horas. mas seria injusto. o ano já começou sim, e se eu fosse um pouco mais ousada, diria que foi antes mesmo de 2009 acabar, quando assumi que era hora de mudar e largar de vez aquela vidinha atrás de uma mesa de escritório que me fazia infeliz há algum tempo.
mas no meio disso – o fim de uma era, o começo de outra – foram férias inesquecíveis. o descanso merecido, aquele verdadeiro, de esvaziar a cabeça mesmo. pra começar tudo de novo, “limpinha”, leve e feliz.
viagens longas, praias lindas, dias azuis, muito calor, muitas noites bem dormidas. camarão aos montes, cerveja a qualquer hora do dia, em qualquer dia da semana. seriados, filmes, livros. deu tempo de tudo isso. e de botar a casa e a vida em ordem. de passar mais tempo longe do computador. e de acordar cedo por prazer, pra aproveitar o dia, e não porque o despertador tocou. e ter a companhia de pessoas maravilhosas em muitos desses momentos.
toda vez que saímos de férias, o mundo se vira pra gente pra perguntar “e aí, vai pra onde?”. aquela obrigação xarope de que é preciso fazer alguma coisa grandiosa pra provar que a vida vale a pena. não fui pra austrália. ainda não foi dessa vez que conheci paris ou fiz um safári “irado” pela áfrica. mas em todos os lugares em que estive, em todas as coisas que fiz… eu estava de coração. e acho que isso é o que importa.
e pra se inspirar com tudo novo de novo… ouçam o novo do shout out louds. tá bom demais.
fazendo a mística January 18, 2010
Posted by Paula Schutze in casadostrinta.Tags: blog, facts
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confesso que neste começo de ano entrei numa vibe assim, meio “mística”. depois do 2009 bombástico, tratei de ficar um pouco mais reclusa e filosófica. certas perguntas que fazem ping-pong na minha cabeça há anos nunca foram respondidas e, mesmo sabendo que morremos todos sem ter aprendido tudo nesta vida, acho que “tentar entender” não mata ninguém – sem contar que exercitar outras vertentes do cérebro faz um bem danado…
e foi logo nas primeiras páginas do livro que estou lendo no momento que veio uma resposta – meio óbvia, mas assim, escrita e publicada, eu levo mais a sério, tá?
na maior parte das vezes em que sentimos aversão por alguém é porque essa pessoa pode tirar-nos uma quantidade de energia que não temos para doar.
ou seja, os famosos vampiros de energia existem mesmo e a vida começa a melhorar depois que você dá chá de alho pra todos eles