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truman show.

1 Jul

sofro da síndrome de truman. para quem não lembra ou apenas não assistiu: o show de truman, de 1998, vinha com jim carrey no papel de truman burbank, um cara normal cuja vida inteirinha foi filmada e programada como um reality show.

então é isso, de vez em quando me pego pensando “e se for tudo uma grande invenção?”. aviões não caíram, doenças não se espalharam pelo mundo, o brasil não ganhou a copa das confederações e o michael jackson não morreu… vivemos todos num enorme truman show, esperando pela próxima notícia bombástica que vai dominar todos os jornais e sites e canais de tevê.

até que um dia você acorda com uma puta dor de garganta, princípio de febre, dores no corpo. dominada pela gripe como não acontecia há anos! vontade zero de sair da cama, apesar do dia ensolarado. e se a gripe suína for de verdade? você repassa mentalmente todos os passos dos últimos dias, tentando se convencer que não teve contato com ninguém que esteve nas áreas de risco. e se no bar…? e se na rua…? e se no restaurante…? a dor de garganta aumenta, as dores no corpo te jogam no sofá e você toma resfenol a todo momento, como se não houvesse amanhã. devo usar máscara? avisar o pessoal do trabalho? instituir a quarentena no meu círculo social? ou apenas, como citou um conhecido que também sofre da síndrome de truman… olhar para a câmera e dar uma piscadinha?!

se é suína não sei, mas que me afetou os miolos, ah… se afetou.

o rabo-do-prédio.

18 Mar

já sabemos que fumar faz (muito) mal à saúde, além de ser fedido. continuamos comprando carteiras de cigarros com fotos horrorosas no verso. não satisfeitos, ampliamos o leque de vícios – marlborinho fresh mint, convenhamos. já somos socialmente recriminados onde quer que se vá. dia desses, pitando um cigarrim na frente do prédio, um senhor que passava olhou pra mim e me deu um esporro: – larga essa porcaria!

fácil né, deve ser por isso que até hoje não larguei! estava faltando alguém me repreender assim! =P estava faltando um desconhecido passar na rua e me olhar torto, decerto.

bem, não bastasse tudo isso, todas as campanhas do ministério da saúde, das empresas, dos não-fumantes, da mídia e da unidos do caralho a quatro, somos também obrigados a ficar em ambientes insalubres. afinal de contas, não basta fumar e poluir seus pulmões, é preciso castigar o conjunto da obra. quer fumar? reservamos um cantinho fedorento pra você no último piso do shopping. um cantinho que, além de fedorento, é escuro e totalmente escondido dos olhares recriminadores da população de não-fumantes. lá é tão fedorento e tão escuro que ninguém tem coragem de entrar para limpar – vide os cinzeiros acumulando montanhas de bitucas.

e todo edifício comercial tem também seu fumódromo. aqui existe o rabo-do-prédio, um fundilho conjugado ao estacionamento e que serve de caminho para a entrada de serviço. isso significa misturar a fumaça do seu cigarro às baforadas de escapamentos de kombis, fuscas, vans e afins. no rabo-do-prédio, claro, não há circulação de ar. isso faz com que você sinta-se mais fedorento. e, claro, impede você de poluir o ar tão puro do mundo com a fumaça fedida do seu cigarrim. e ainda assim, minha gente, continuamos todos fumando. eu se fosse do ministério da saúde ia gastar dinheiro em outra campanha… mas isso é só o que eu penso.

|ouvindo lissy trullie – taught learner|
you change your hair
but you look the same

zzzzzz ronc!

16 Feb

dói dizer isso, mas meu sono é uma zona. bons tempos da minha juventude em que eu dormia apenas o suficiente, apenas nos horários devidos e pronto. hoje em dia toda hora é hora de dormir. menos à noite, claro, quando sou acometida por pensamentos totalmente idiotas às cinco da manhã.

como resultado, os finais de semana têm sido caóticos desse ponto de vista. só neste último perdi 3 episódios NOVOS de séries prediletas e ainda consegui dormir um filme inteirinho. não assisti nem a meia hora inicial, que era de praxe quando jovem. encosto e durmo, não tem jeito. se apagar a luz piora, mas eu também consigo dormir pesado durante o dia com o sol a pino lá fora.

mês passado fui ao médico pedir um remédio pra dormir. hahaha, parece piada, mas era pra dormir a noite. funcionou até. agora preciso de um outro, para ficar acordada de dia.

sério, ficar velho é foda

work work work.

16 Feb

vamos resumir e encarar as coisas da seguinte forma. sim, todo trabalho é chato. é o que dizem por aí, mas um dia ainda vou publicar aqui a lista dos trabalhos que du.vi.do que sejam chatos.

todo trabalho é chato porque, entre outras coisas, vai te colocar dentro do mesmo ambiente que pessoas que não têm nada a ver com você. você vai ter que falar com essas pessoas, trabalhar com essas pessoas, conviver com essas pessoas, escutar asneiras dessas pessoas, perceber burrices dessas pessoas, engolir sapos dessas pessoas, e ainda por cima, sorrir para essas pessoas. caso contrário, já sabe, o chato do trabalho será você.

mas isso tudo todo mundo entende e todo mundo já sabe – pelo menos seus semelhantes. o que os outros nem sempre conseguem captar é a essência real do problema. ou seja, o trabalho poderia ser essa merda completa se, ao menos, você aprendesse coisas novas periodicamente. se você se sentisse exausto porém realizado de alguma forma. o que complica é quando a sua visão de “realização” é imaginar o dia em que poderá, finalmente, mandar algumas pessoas à merda.

gente, concordem, tem algo muito errado aí. realização profissional deveria ser trabalhar fazendo aquilo que se gosta, e eu não posso dizer que gosto de mandar os outros tomarem no c*…

super paula contra a tpm.

5 Nov

depois de um mísero mês sem postar, já me sinto enferrujada. escrever sobre o quê e pra quem? mas como já tem gente visitando a casinha nova, compromisso assumido.

 

então vamos às novidades. obama ganhou as eleições, luana piovani e dado terminaram pela enésima vez, o ano passou depressa e já é quase natal, estou tomando um remédio milagroso pra tpm. ahn????

 

pelo menos essa é a promessa. dizem que este remédio veio revolucionar o nosso mundo hormonal. você começa a tomar 14 dias antes da cretina chegar e se vê livre dela.  entre as minhas recomendações, diria para você não ler a bula, caso seja impressionável como eu. é daquelas com umas doze dobras e tudo escrito em letras mínimas – ou seja, muita informação. os comprimidos milagrosos também são utilizados no tratamento de outros transtornos comportamentais, como síndrome do pânico e toc. não sei se isso é bom ou ruim. por um lado, se trata “até” isso, vai deixar a tpm no chinelo. por outro… estranho saber que cientificamente a tpm está na mesma escala de perigo do que as outras doenças. né? quer dizer, a gente sabe (e como sabe) o quanto uma tpmzinha pode afetar nossa vida. mas observando a situação pelo lado clínico, quase assusta.

 

pois o remedinho por enquanto é batuta. tem uns efeitos colaterais levemente desconfortáveis – boca seca e de vez em quando um pouquinho de agonia nas idéias. mas em 98% do tempo me sinto uma pessoa zen. são cinco dias sem me irritar ou estressar com nada. fornecedor chato, telefone tocando, e-mails acumulando na caixa de entrada, barulho no prédio, chuva, petit-pavé, dinheiro? nada disso me afeta! se continuar assim até a próxima semana eu vou indicar o nome do remédio aqui. por enquanto vou aproveitar e curtir meu estado de graça.

 

 

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