Tag Archives: humor

minha vingança será maligna

16 Sep

O perigo de escrever essas coisas corriqueiras no blog é que as pessoas se aproveitam disso. Saímos no feriado, era um domingo com a cidade deserta, ruas meio vazias, temperatura mais amena (ou frio da porra). Encontramos uns amigos, jantamos, papeamos, vimos as cassetadas do Faustão, assistimos um suspense podre pra dar risadas, comemos sobremesa. Saio da casa dos amigos me despedindo com aquele abraço afetuoso, beijomeliga, se cuida, coisa e tal.

Cena 1
Pelo retrovisor, pude avistar os amigos dando tchauzinho e ainda penso: puxa, que fofura, nesse frio, se dar ao trabalho de acompanhar a gente até o carro.

Cena 2
Garagem do prédio, saio do carro, abro a porta de trás, pego o casaco extra no banco. Fecho a porta, Sr. Forte liga o alarme, que logo dispara. Acho que esqueci a janela meio aberta, faço a meia volta, passo por trás do meu carro… ops! Esse daqui não é meu carro… ué… mas a placa é a mesma…
Um pirulito pra quem adivinhar o quê estava colado na traseira do carro. E dois pra adivinhar quem foi que colou.

*
Como o adesivo da família feliz tem sido assunto recorrente aqui no blog e também nas minhas REDESOCIAIS, olhem que graça o carro que flagrei na rua ontem.

*
Na antiga CasaDosTrinta eu sempre colocava uma musiquinha no final. Acho que vou voltar a fazer isso, só que agora com a tecnologia YouTube, há! Uma das minhas músicas favoritas deste ano. Isso mesmo, do ano inteiro.

os novos coitados.

5 May

houve um período da minha vida em que eu achava massa ser rabugenta, ranzinza. juro. durou qualquer coisa entre os 25 e os 30, não lembro ao certo. muito provavelmente porque não quero lembrar. porque da rabugice constante só sobrou uma certeza: a de que reclamar me trouxe cabelos brancos. fora isso, não cheguei a lugar nenhum, não me tornei um desses gênios ilustres, de talento reconhecido e gênio marcante. eu fui nada mais do que uma velha ranzinza. quando nem tinha 30 anos ainda, calculem.

também não sei dizer ao certo quando e porquê esse momento passou; só sei que graças ao deus do bom senso eu parei de andar com uma nuvenzinha cinza em cima da minha cabeça. porque né? a nuvenzinha só fazia chover em mim, eu vivia doente e com o cabelo encrespando por causa da umidade.

todo mundo tem todos os motivos do mundo pra ser infeliz, problemático, aquela velha história de procurar pelo em ovo. se você estiver decidida a achar alguma coisa pra sua vida ficar uma merda, não se preocupe. você vai encontrar.

o que eu tenho observado ao longo dos anos – e que foi um dos fatores decisivos para minha mudança de comportamento – é que ser rabugenta me transformava numa “nova coitada”. não falo dos coitados antigos, tradicionais, como a minha vó que tinha gases e implicava com cada passo da empregada. os novos coitados são jovens, tem tudo à mão, mas não se esforçam nenhum pouco pra sentir-se bem num dia de céu azul. ou pra dar fim nas coisas que o incomodam.

e eles levam uma vida normal como a sua, ou a minha. tem amigos, freqüentam baladas, são aquele tipo de amigo chato que você precisa ter. nem que seja pra se acercar de que a sua vida não é tão ruim assim, né, afinal tem gente muito pior. a questão é que eu não queria ser essa “gente muito pior”. eu curto mesmo é estar por cima da carne seca. e quando começo a me distanciar disso, ligo o alerta, vou pro acostamento, espero a nuvem cinza passar da minha altura e sigo viagem. posso morrer de qualquer coisa, mas morrer de desgosto com a vida eu acho cafona.

sim… é possível

12 Feb

algumas pessoas me perguntaram ao longo das últimas semanas se eu estou feliz com a mudança de emprego. a gente passa mesmo muitos anos da vida achando que trabalho é trabalho, um conceito que não consegue misturar-se ao resto da vida. eu era uma dessas pessoas que saíam do escritório às seis da tarde dizendo “agora vou viver”.

não sou poliana nem amélie poulain, meu tempo de achar que o mundo é cor-de-rosa e acreditar que o futuro vai ser melhor já passou. se a gente não viver bem o AQUI e o AGORA, boa parte da nossa “estadia” na terra terá sido em vão.

sim, eu estou feliz, empolgada e cheia de expectativas. a rotina não é fácil, tem trabalho pra caramba pela frente. mas é pra isso que a gente se prepara a vida toda, é pra isso que a gente recebe salário no final do mês: pra produzir. me sinto produtiva e quem me conhece bem sabe o quanto isso era importante pra mim. estou fazendo o que gosto, com pessoas inteligentes e interessantes e não tenho a menor previsão de um dia “ocioso” pela frente. adoro.

e nos cinco minutos vagos do dia a gente ainda acha outras formas de fazer a mesma coisa: contenidofolks.wordpress.com

beijosbomcarnaval

poesia da vida

23 Oct

volta-e-meia me vem à cabeça a célebre frase que alguém costumava me falar, “um lugar bonito, pena que tão mal povoado”. é assim que o mundo é, né? tirando as favelas do Rio de Janeiro, até que a cidade é bonita. tirando o fedor de São Paulo, a cidade até que tem seu charme. tirando o petit-pavê, até que Curitiba é agradável. e por aí vai… vai não.

o que estraga o mundo são as pessoas, só pra lembrar. inclusive fenômenos “naturais” como invasão de morros e fedor em rios são pura consequência de merdas (hahaha, essa foi sem querer) que já fizemos. o petit-pavê também! algum dia, alguém olhou para aquilo e achou que ficaria bonito pregar pedrinhas pretas e brancas nas calçadas da cidade. pra você ver que a gente não pensa MESMO antes de fazer qualquer cagadinha. sabemos que jogar lixo no rio vai deixá-lo fedido daqui uns 10 anos, mas o futuro parece muito distante. sabemos que a manutenção de pedrinhas é trabalhosa, que muitas delas vão soltar, causar tropeços, destruir saltos… mas o caminho mais curto é aquele que a gente já fez, né? dá-lhe petit-pavê na cidade toda.

mas enfim. ainda assim eu gosto do mundo. por exemplo: poucos acreditam quando eu digo que não me importo de andar de ônibus. mas é a mais pura verdade. veja bem, se a pessoa não tem carro e nem disposição pra andar 8km até o trabalho, o mínimo que ela deve fazer é aceitar sua condição. vou fazer o quê? roubar um carro? pegar carona na rabeira de caminhão?

e tem outra coisa. o ônibus que eu ando é um ônibus de família. não é o biarticulado enorme, fedido e lotado não. é ônibus pequeno, do amarelinho, cheio de senhorinhas, alguns engravatados, estudantes, funcionários de firma assim como eu. é todo mundo limpinho, cheirosinho – quem nunca entrou num interbairros às sete da manhã nem sonha que existe gente cheirando a cecê ANTES de pegar no pesado.

mas no meu amarelinho não. no amarelinho todo mundo tá limpinho às 7 a.m. a parte triste é que, gente, o chuveiro não limpa as pessoas por dentro, sabe. todo mundo arrumadinho, roupa passada, carregando a pastinha da faculdade que não deve custar barato. e todo mundo mal-educado.

o sofrimento começa assim que eu chego no ponto do busão: fica dentro de um terminal. ou seja, não tem fila. ou seja, vira zona. em pouco tempo, já peguei o macete que vai me garantir um confortável banco de plástico dentro do amarelinho: tem que esperar perto da porta. e pra isso, é claro, é preciso adivinhar aonde vai ficar a porta. afinal, o ônibus não está lá ainda, né? e aí, na hora que o busão estaciona, é respirar fundo e rezar. as pessoas ficam ensandecidas, repentinamente todo mundo está apinhado, empurra-empurra pra tentar entrar no ônibus antes. rola aquela muvuca tipo entrada de galera no estádio antes do show do ac/dc, saca?

e tudo isso pra quê, minha gente? pra ir sentado. um mísero banco de plástico, escorregadio e tão confortável quanto sentar a bunda num toco de árvore. e daí tem o povo que precisa entrar naquele ônibus, que sai carregado de gente até o talo, motorista fecha a porta e vai comprimindo todo mundo pra dentro da latinha. e pra quê? pra chegar 5 minutos antes, afinal hoje em dia todo mundo vive com pressa, então é melhor ser mal-educado mas ao menos chegar no horário.

de uns tempos pra cá, diversas situações me fizeram repensar a forma como eu me coloco no mundo. ser rabugenta e dona da verdade era super legal. mas o mundo é bem maior do que o meu umbigo, de modo que precisei rever vários contextos de socialização. passei a tolerar coisas bem mais xaropes do que um busão cheio. e passei a me expressar com mais parcimônia, o mundo não tem culpa se eu tenho problemas. parei de deixar os cascos pelo caminho. e com isso fiquei assim, mais leve, menos mal-humorada, e essa tarefas corriqueiras obrigatórias deixaram de ser um fardo. ainda não consigo enxergar a poesia da vida, e não acho que essa seja a finalidade. e a ideia também não é fazer do mundo um lugar melhor, afinal tem mais bilhões de pessoas que precisariam compartilhar disso. pra resumir, descompliquei certas partes da minha vida que não precisavam MESMO ser tão difíceis.

resumo de tudo é o que eu twittei dia desses: 99,99% do mundo não sabe que a gente existe. e ainda assim, não nos esforçamos para ficar em paz com os 00,01% que sabe…

post scriptum

21 Oct

agora que o tipos vai fechar, chegou a hora da grande revelação. eu era Júlia Harris – “Júlia Harris contém glúten”. poucos lembrar-se-ão dela, pois J.H. fez uma passagem curta (porém estrondosa) pelas páginas do Tipos. salvando os arquivos, deparei-me com pérolas hilariantes que me deram saudades dos tempos em que eu tinha mais criatividade para ser irônica. acho que a idade afetou essa minha veia. então fiquei aqui, relendo o Contém Glúten, e resolvi publicar alguns textos na casa dos trinta, já que eles são de minha autoria mesmo.

vou começar com este publicado em 27/08/07, com o nome gracinha de “receita para não perder a poesia do amor”. espero que divirtam-se.

A tal da intimidade. Me diz o que você acha dela. Você vai dizer que acha bonito e que faz parte das relações, mas vai dizer isso porque está pensando de maneira superficial. Pensando num Homem lindo acordando só de cueca ao seu lado numa manhã cinza de domingo. Vai dizer que intimidade é bonita porque só te vem à cabeça a imagem do cobertor dividido, do travesseiro que ficou com perfume de alguém. A sua própria imagem de cabelos pingando diante do espelho, enrolada na toalha enquanto o Homem lindo assiste tevê estendido no sofá da sua sala.

Se intimidade fosse só essa coisa bonita a gente podia morar em casas de vidro. Mas não, e não é à toa que nossas paredes são de tijolos, tem coisas que precisam ficar escondidas mesmo.

Por exemplo, eu sempre penso como vai ser a vida quando eu me casar. Ainda nem sei se um dia vou casar, mas já sofro por antecipação. Xixi de porta aberta nunca mais. Nem aquele punzinho inofensivo debaixo das cobertas no meio da madrugada. Arrotar só se for baixinho, tomando cuidado pra o Homem não perceber. Esqueça aquele arroto gostoso depois de um belo gole de coca-cola.

Número dois? Só se for no banheiro de visitas e com o chuveiro ligado, que assim o seu Homem só vai escutar o barulho da água correndo. Dia de dor-de-barriga vai ser um inferno mesmo.

É meio que uma obrigação de preservar a poesia do amor, coisa que já é tão difícil por natureza. Daquele começo lindo geralmente sobra só o sentimento, que é o que nos leva pra frente mesmo. Dividimos tanta coisa vivendo em casal, tanta coisa chata, não faz mal preservar um restinho de intimidade desnecessária.

Abrir mão dos pequenos prazeres escatológicos em nome do amor deve dar trabalho. Mas é um trabalho que vale à pena – eu acho. Tem gente por aí que diz que não liga, mas eu particularmente fico brocha só de pensar no Homem lindo acocorado no vaso se concentrando pra fazer cocô. No meu mundo cor-de-rosa as pessoas não fazem cocô e pronto. E se fazem, eu não preciso ver. Prefiro acreditar que aquela bundinha linda existe só para decorar cueca boxer mesmo.

Fim.

Em breve novos posts de Júlia Harris, agora a.k.a. Paula Schütze

enquanto isso, na farmácia.

20 Jul

- mercilon, por favor.
- normal ou conti?
- normal.

vai até a prateleira, pega o remédio, passa no leitor ótico.

- mais alguma coisa?
- guaco é um bom expectorante?
- tá com catarro, senhora?
- sim.

vai até a prateleira, pega o saquinho com folhinhas de guaco, passa no leitor ótico.

- mais alguma coisa?
- luftal.
- tenho um anti-gases genérico. serve?

serve. claro que serve. é pra pum, não é? e além disso é mais barato. não parece justo gastar muito dinheiro apenas para explodir puns dentro da barriga.

ultimamente ir à farmácia tem sido um grande exercício para desenvolver a cara-de-pau. em menos de 3 minutos, você conta para o cara que toma pílula, tem catarro e sofre de gases. quebrando tabus. não satisfeita, escreve um post sobre isso. quebrando tabus 2.

exame de urina.

17 Jun

estava atravessando o shopping crystal na volta para casa: curitiba, 17 de junho, 19h24. à minha frente, uma senhôura grisalha com cabelos levemente argentinos e vestes hippies fazia o mesmo trajeto. descemos a escada rolante, cruzamos a porta de saída da comendador araújo.

foi então que a elegante lady atravessou a rua num pique só, passos curtos e rápidos.

na frente do unibanco, aprochegou-se no gramado verde, olhou daqui, olhou dali, feito cão vira-lata em busca de restos de comida. e foi bem na quina do gramado, esquina da taunay com a comendador, trânsito das dezenove e pouco, ponto de táxi bombando, lucca café bombando, que ela arriou as calças e mijou.

!!!

sim. isso mesmo. ela baixou as calças na minha frente (e de quem mais estivesse por ali) e mijou na grama do unibanco batel. como se não houvesse amanhã. como se não tivesse acabado de sair de um shopping center provido de toilletes. não fez nem questão de achar um arbusto amigo. afinal, pra quê fazer xixi num banheiro limpinho se podia congelar a perereca ao vento, não é mesmo?

só sei que fiquei com medo que ela viesse atrás de mim, enxugar as mãos no meu casaco ou coisa assim. apertei o passo e dobrei a esquina o mais rápido que pude.

curitiba é uma cidade curiosa: anteontem, duas irmãs se envolveram em uma “pequena discussão” de trânsito envolvendo um carro, um caminhão e uma caneta bic. hoje, uma senhora arregaça a calçola no meio da rua para mijar em frente a um banco chic. me lembra um amigo que dizia: curitiba é um lugar legal, pena que mal frequentado…

coisas básicas que as pessoas menosprezam.

16 Jun

(ou: 10 possíveis razões pelas quais continuamos sozinhos)

1. o acaso
é, você não acredita em acaso. aquela história de não ir até a padaria de sandália croc peluda porque o homem da sua vida pode estar lá, na fila do pãozinho, parece conversa pra boi dormir. não acreditamos em acaso, saímos de casa sempre nas condições que impomos até que um belo dia um raparigo puxa conversa na fila do açougue. você volta pra casa se odiando por não ter lavado o cabelo na noite anterior e agora ele está grudado na cabeça feito papel contact. o raparigo volta pra casa pensando que você seria interessante se fosse mais limpinha. moral da história: todo encontro não agendado é um acaso. portanto, merece que você esteja sempre linda e cheirosa.

2. o tempo
você acha que pode esperar. fato. todo mundo, em algum momento da vida movido por uma paixonite doentia, achou que podia esperar. podia esperar o cara terminar um namoro enrolado de 5 anos. podia esperar o cara fazer uma viagem de auto-conhecimento à sibéria com duração de 3 anos. podia esperar ele se decidir, perder medo de relacionamentos, perder a empolgação com baladas frequentes. a gente sempre acha que pode esperar. menosprezamos a lei da atração. e se nesse meio tempo, na fila do açougue, você encontrar alguém interessantérrimo? “oi, você pode aparecer aqui daqui a uns 4 anos, quando meu prometido voltar do alasca?”.

3. o futuro
você não vai ligar pro cara porque o passado dele é negro. ele nunca parou em um emprego, levou fora das sete namoradas que teve desde os quinze anos, saiu e voltou pra casa da mãe três vezes, bateu dois carros. gastava rios de dinheiro frequentando micaretas e montava touro na festa do peão de barretos. das sete namoradas, cinco eram mais saradas, mais loiras e mais vadias que você. passado negro todo mundo tem, em escala maior ou menor de valetagem. mas todo mundo – ou quase todo mundo – um dia cresce, amadurece e vira um ser humano distinto. considere a possibilidade da sua cara-metade ter um passado negro e um futuro platinado ao seu lado. há!

4. a palavra “sim”
isso vai soar meio filme do jim carrey, mas… pense em todos os convites recusados por preguiça, desinteresse ou pura conveniência. sim, é preciso muita coragem para sair de casa numa sexta-feira gélida de junho e ir num aniversário de um semi-colega de firma. principalmente se for num lugar esfumaçado onde vende kagaiser e toca música de péssima qualidade. então assuma que a coisa mais parecida com um encontro será a rápida visita do entregador de pizza. e que entregadores de pizza só são o patrick dempsey em filmes da década de 80 (e ainda assim ele caiu no limbo antes de ressuscitar como o Dr. Shepherd). portanto… diga sim! sim para convites suspeitos e festas inofensivas – e não esqueça do item 1. lave os cabelos e passe gilete nas pernas… e onde mais se fizer necessário.

5. o asseamento
graças ao bom senhor da cosmética de varejo, hoje em dia homens e mulheres estão mais asseados do que nos tempos da minha vó. ainda assim, há quem menospreze a energia revigorante de um banho diário e o poder de atratividade do perfume e da pasta de dente. pois bem, voltando ao item 1: não há acaso ou encontro que resista a maus hábitos de higiente, gente. ninguém quer beijar dentes encracados. nenhum galalau vai tirar os nós de um cabelo que não vê uma escova há três quinzenas. e digo mais: você só assume as olheiras onipresentes depois de muito tempo de relacionamento. me desculpem os porquinhos de plantão, mas limpeza é que é fundamental.

6. a lábia
nada melhor do que um bom papo-furado pra rolar um encantamento mútuo. portanto, pense sempre em todas as coisas boas que você já viu, ouviu, leu, conheceu e faça uma seleção “the best of my life”. caso não tenha uma, invente (lábia profissional). qualquer coisa – até mesmo uma mentira – é mais interessante do que falar/ouvir sobre calcanhar rachado, frieiras, bico de papagaio e refluxo. doenças e escatologias não são bem-vindas em táticas de aproximação.

7. a bebida
sim. todo mundo já deu uns pegas arrependíveis sob efeito de álcool. todo mundo já fez coisa que não devia quando bêbado, tipo contar a um ilustre desconhecido sobre como coçam as brotejas na dobra do joelho. mas também tem a máxima que ouvi esses dias, “a bebida entra e a verdade sai”. às vezes o cara é tímido, você está meio sem jeito e um drink a mais pode ser o responsável pelo empurrãozinho final. verdade que este item é meio perigoso – a linha entre ser um bêbado engraçado e um loser vomitando no banheiro é tênue caso você não conheça seus próprios limites. mas tudo bem, né? aqui estamos falando de pessoas sensatas, asseadas e boas de papo.

8. o sexo casual
não vou pra cama no primeiro encontro. ou vou dar logo de cara porque pode ser a única chance. eis alguns dos deslizes cometidos durante a fase avulsa do ser humano: menosprezar a relevância do sexo casual. alguém me mostre onde está escrito que sexo casual uma vez será sexo casual pra sempre. como dizia um amigo meu… “sexo é igual pizza, até quando é ruim é bom”.

9. a experiência alheia
seus amigos e amigas já dividiram uma porção de histórias com você. por meio deles, você aprendeu muitas lições sem precisar sentir certas coisas na própria pele. então, pra quê tanta teimosia?

10. a nossa própria experiência

certas coisas nós sentimos na pele. a dor da indiferença, o sofrimento de uma separação, as borboletas no estômago e tantas outras sensações mágicas. assim vamos desenvolvendo nosso sexto sentido, nosso próprio feeling. e daí funciona assim: você olha uma coisa, sabe que é uma grande cagada. como aquele cara maravilhoso e ultra picareta que te abandonou no posto de conveniência enquanto você foi fazer xixi. mas um belo dia, tomada por um impulso idiótico, você topa ir pro motel só mais uma vez. o mesmo cara, dois meses e quatro postos de conveniência depois. daqui a pouco está lá, outra vez sozinha em casa gastando maços de lenço kleenex enquanto sua consciência apita: eu te disse sua trouxa. mas o ser humano é um bicho burro, um dos seus piores hábitos é ignorar o próprio conhecimento acerca das coisas.

pronto. acho que já posso escrever livros de auto-ajuda :-)

|dedicado aos meus amigos e amigas lindos, sensatos, asseados, divertidos e sem perebas no calcanhar|

chitão rockz.

18 May

sábado tive a oportunidade de assistir pela primeira vez na vida o programa comandado por angélica [a polaca da nhanha] chamado “estrelas”. quem estava lá? chitãozinho e xororó, na sua melhor forma, botocados, repuxados e pooodres de ricos em sua singela fazenda em algum lugar do interior desse brasilzão.

virei fã dos caras – não a ponto de comprar discos e cantar suas músicas, claro. mas verdade seja dita, os caras são originais à sua maneira, hein? não somente na música, mas também na moda! ahá!

vejamos: a calça skinny foi vendida em larga escala no universo indie, tornando-se hit de todas as estações dessa juventude modernosa. chitãozinho e xororó já usavam desde sempre a calça jeans ultra-mega-maxi colada, marcando não somente a batata da perna mas também o volume do saco. sucesso!

o mesmo vale para a camisa xadrez, usada por 9 entre 10 pseudo-qualquer-coisa. os reis do sertanejo não só são adeptos da camisa xadrez há anos, como já apostavam no look xadrez + skinny quando muitos de nós ainda usávamos fraldas.

para completar, o corte de cabelo desfiado + franja, um dos preferidos da indiearada toda, é marca registrada da dupla. bingo!

mas a lição do dia, de fato, foi a frase de xororó: “eu bebo mesmo, porque eu quero viver, quem não bebe só quer DURAR”. gênio. xororó, sou tua fã!

chitao2
sempre na moda!

a revolta dos bichos.

22 Apr

aproveitando as férias para assistir – de olhos abertos – qualquer coisa televisiva que comece depois das 23h.

“o aprendiz” é uma pérola, por onde eu andava nas temporadas anteriores? tudo bem que é uma versão para universitários, mas meudeus, em que raio de faculdade acharam essas criaturas?

dentre 18 songos, roberto justus vai escolher o “melhor”. é por isso que o mundo corporativo é todo errado: os idiotas prosperam, como me disseram dias atrás.

o mundo corporativo é isso, um bando de ex-universitários com a mesma sabedoria e perspicácia que um aluno de quarta série.

o mundo corporativo é um oceano de sardinhas brincando de ser tubarão… no final serão todos enlatados, cobertos de óleo e vendidos junto com seleta de legumes.

[os resultados das férias começam a aparecer... só não sei se isso é bom ou ruim. beijomeliga]

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