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Pq vc ñ faz assim tb?

18 Aug

Um hábito que adotei nos últimos meses: me comportar melhor por escrito. Na vida pessoal e na profissional. Reviso todo e qualquer email ou mensagem de Facebook, sempre preocupada em escrever você em vez de vc, também no lugar de tb, porque no lugar de pq.

Sinto que dei uma bela regredida quando mudaram as regras da língua portuguesa. E não porque mudaram tanto assim, mas porque estou ficando velha e já não tenho mais tanta certeza sobre coisas que eu tinha antes. Então me esforço para, pelo menos, fazer certo aquilo que ainda sei. E eu tenho certeza que VC não é uma pessoa; e sempre que leio TB eu pronuncio mentalmente TEBÊ - e aquilo não faz sentido em nenhum contexto.

Também tenho colocado olá, oi, bom dia, boa tarde, boa noite no começo dos emails e obrigada, atenciosamente, beijo, abraço, no final da cada um deles. Quando eu era pequena, meus pais e professores me ensinaram que era assim que a gente devia se comunicar com as pessoas. Não precisa ser efusivo, apenas precisa expressar o básico: que você tem um pingo de polidez.

Pra mim, escrever VC, TB, PQ, TVZ significava apenas uma coisa, que eu tinha preguiça de escrever uma palavra inteira. Eu amo escrever. Seria idiota de minha parte começar a suprimir da minha vida a coisa que eu mais amo: palavras.

Obrigada.

(hahaha)

Os meus 15 álbuns. Que são 11.

9 Sep

Essa brincadeirinha tá rolando lá no Facebook hoje – você tem que listar 15 álbuns que “marcaram a sua vida”. Difícil elencar 15 álbuns num dia como hoje, em que meu cérebro parece ter emendado o feriado. Achei justo listar aqui todos os que considero marcantes na minha história – e aqui eu posso falar um pouquinho sobre o porquê de cada um deles figurar nessa importante lista. Uau!

- Smashing Pumpkins – Mellon Collie and the Infinite Sadness

Eu sempre gostei de Smashing Pumpkins, basicamente por causa de Billy Corgan e até da careca inconfundível que ele assumiu de uns anos pra cá. A voz arrastada e meio desafinada foi trilha sonora de muitos, MUITOS momentos. 1979 é a música que até hoje me faz achar que eu tenho uns 20 e poucos anos.

- The Cure – Gallore

De fato, tenho queda por vocalistas estranhos. O que eu mais gosto em Robert Smith é do cabelo, que pede urgentemente por pente e condicionador desembaraçante. E também porque ele usa batom vermelho sim, e daí? Ao contrário de Billy Corgan, ele canta bem. Cut Here é a minha favorita de todos os tempos.

- Placebo – Sleeping With Ghosts

Taí mais um álbum com vocal questionável. Brian Molko canta, toca e ainda tem tempo para circular na androginia. Gostei muito do show do Placebo que assisti nos idos de 2004, se não me falha a memória. E apesar do Sleeping… ser meu preferido, a melhor canção do Placebo é Every you every me. Que eu acho que é de outro álbum, não?

- Weezer – Green Album

Essa é simples: eu amo Island in the Sun. Me faz lembrar de dancinhas e bailinhos lá pelos anos 2002.

- James – Millionaires

O que dizer dessa banda que nunca chegou a ser hype? Um dos melhores vocais do meu planeta. Adoro Sit Down, Laid, Sometimes é um clássico do boteco que eu freqüentava no início deste século. Mas Crash é a minha música favorita de todas. E vive neste álbum.

- Kings of Leon- Because of the Times

Minha relação de amor com o Kings of Leon não foi construída do dia pra noite. Até hoje rejeito algumas coisas deles, como o excesso de pira com guitarras (o Wilco também faz isso). Mas Because of the Times foi justamente o álbum que mudou isso. Gosto de todas as músicas, sem exceção, mas toda vez que ouço Knocked Up os pelinhos do braço se arrepiam.

- The Killers- Hot Fuss

Poucas pessoas no mundo poderiam passar pelo que eu passei: 48 horas na companhia de uma de suas bandas favoritas. Eu jantei com Brandon Flowers na Grimpa, eu fui com ele na farmácia comprar Fenergan, eu desci o elevador da Pedreira com ele enquanto milhares de pessoas se afoitavam para assistir ao show do Killers. E vou pra sempre achar que Mr. Brightside é a música mais incrível que já fizeram.

- Morrissey – Suedehead: the best of Morrissey

Teve uma época da minha vida, 199X, que eu curtia uma melancolia feliz. Se é que isso existe. E o Morrissey tinha aí umas músicas que ornavam bem com esse estado de espírito. Também sempre fui super fã do topete, desse estilo meio blasé, e das músicas com títulos longos. Que tal “The more you ignore me the closer I get” ou “We Hate It When Our Friends Become Successfull”?

- Arcade Fire – Funeral

Arcade Fire, uma banda consistente. Sempre fez bons CDs dentro do estilo Arcade Fire de ser. E acho que comentei aqui na semana passada: o Arcade Fire foi uma das bandas “novas” que pra mim era realmente nova. Faziam (e fazem) um som que nunca me lembrou nada a não ser Arcade Fire. Gosto da mistura de vozes, instrumentos, dessa coisa meio celeiro. Arcade Fire me lembra música de celeiro. Nunca morei num celeiro.

- Coldplay – Parachutes

Sim, o Coldplay ficou pop e se aproxima hoje do que considero uma banda comercial de nível médio a ruim. Mas Parachutes tem duas das músicas mais fofas dos meus vinte e poucos: Yellow e Trouble. São de chorar. Hoje em dia não choro mais, mas ainda gosto muito.

- Moby – Play

Nunca fui fãzaça de Moby. Não acompanho a carreira, não tenho todos os discos, não fui nos shows, e nem mesmo a careca dele faz o meu tipo. Mas eu simplesmente adorava esse álbum Play, e só por isso ele não poderia ficar de fora. Até hoje eu curto ouvir “Why does my heart feel so bad?”. We’ll never know…

o trabalho, a rotina e os selvagens

27 Jan

você sabe por quê inventaram o trabalho? o trabalho na sua forma mais “conceitual” por assim dizer: o exercício de um ofício, seja qual for. o trabalho foi, muito provavelmente, a única forma encontrada para tirar o ser humano do seu estado natural – o selvagem, no caso.

imagine um mundo onde ninguém trabalha. todos tem tempo livre pra tudo. não há dinheiro, a vida funciona operada por escambo ou coisa que o valha. não existem regras, horários, agendas a cumprir. imaginou? como é? pois eu, quando penso nisso, tenho uma visão semelhante àquilo que se passa em filmes como “eu sou a lenda”: o mundo inteirinho destruído, habitado por criaturas selvagens que gostam de sair da toca no escuro.

eu observo (e a cada dia as pessoas me convencem mais disso) que a rotina, a soma do trabalho com as contas, as obrigações sociais, os almoços em família, a vida a dois, o nosso círculo social base… tudo isso dá muito mais do que sustento. o leite das crianças não é nada perto da sanidade mental que uma rotina proporciona. o dinheiro escorre pelo ralo na conta de água, some no escuro da conta de luz, mingua nos cartões de crédito. mantém o corpo limpo, os lençóis bem passados, a louça lavada, a geladeira cheia. mas é a rotina, em sua equação mais pura, ação X recompensa, dedicação X gratificação, tempo X dinheiro, que mantem a ALMA em dia.

quando uma parte da rotina – seja o trabalho, o amor ou a vida social – se torna um martírio, nos tornamos escravos da nossa própria insatisfação. voltamos, muitas vezes sem sutileza alguma, à nossa forma selvagem. nos indispomos com a vida, com o mundo. rangemos os dentes, deixamos as nossas garras afiadas saírem por baixo das unhas. ferimos e somos feridos.

tem remédio? tem. desapego, coragem, mudança, escolher o novo. largar a rotina velha, aquela que vinha nos tornando selvagens, fazer alguma coisa por si mesmo. como se fosse fácil. como se um texto, um e-mail, um “jogar tudo pro alto” mudasse a vida da noite pro dia e resolvesse todos os nossos conflitos internos.

mas dá pra começar aos poucos. dá sim e eu acredito nisso. se você não pode largar o curso de mandarim antes de terminar, se não consegue mudar de emprego neste momento, se não tem dinheiro pra conhecer a conchinchina este ano… não tem problema. há muitos outros prazeres no mundo. muitas outras pessoas pra conhecer, se relacionar, aprender. mas é preciso deixar o lado selvagem pra trás… atuar como um lança-chamas ambulante, queimando aos outros antes de si mesmo, certamente não vai nos atrair boas coisas.

suerte!

fazendo a mística

18 Jan

confesso que neste começo de ano entrei numa vibe assim, meio “mística”. depois do 2009 bombástico, tratei de ficar um pouco mais reclusa e filosófica. certas perguntas que fazem ping-pong na minha cabeça há anos nunca foram respondidas e, mesmo sabendo que morremos todos sem ter aprendido tudo nesta vida, acho que “tentar entender” não mata ninguém – sem contar que exercitar outras vertentes do cérebro faz um bem danado…

e foi logo nas primeiras páginas do livro que estou lendo no momento que veio uma resposta – meio óbvia, mas assim, escrita e publicada, eu levo mais a sério, tá?

na maior parte das vezes em que sentimos aversão por alguém é porque essa pessoa pode tirar-nos uma quantidade de energia que não temos para doar.

ou seja, os famosos vampiros de energia existem mesmo e a vida começa a melhorar depois que você dá chá de alho pra todos eles :)

re-solução de ano novo.

4 Jan

houve mesmo um tempo em que eu acreditava no poder do “ano novo”. fazia simpatias, promessas, usava calcinha branca e pulava sete ondas no mar. com o passar dos anos os rituais sem pé nem cabeça foram substituídos por outros mais palpáveis. pular sete ondas, por exemplo, ficou inviável com a quantidade de jacu gente na beira da praia esperando a meia-noite. a cor da calcinha (ou lingerie, pra ficar chique) também foi mudando de acordo com o desejo principal de cada ano: vermelha, verde, amarela. hoje em dia sou uma senhorinha pudenda que já não revela a cor da calcinha em blog.

mas foi nessa virada que eu observei que os mais tradicionais ritos de passagem não foram meramente substituídos. foram suprimidos mesmo. depois de uns vinte anos seguindo rituais e acreditando em lendas de ano novo (eu conto a partir dos doze anos de idade, tá, que é quando a gente começa a ter algum discernimento nesta vida), eu simplesmente parei. de esperar e de prometer – quantos anos prometendo seguir uma dieta à risca por 12 meses, ou largar do cigarro assim que ______________ (coloque aqui a meta de sua preferência). nada disso eu cumpri, e o “universo” também não me entregou boa parte daquilo que eu pedia nos réveillons. aliás, sendo bem honesta, o universo não me entregou quase nada.

as mudanças e conquistas dos últimos anos foram resultado de duas coisas bem simples, e difíceis de encontrar: minha vontade de querer resolver as coisas, somada à uma parceria incrível que já dura alguns anos.

o único ritual/promessa que eu vou seguir este ano é aquele que já sigo periodicamente em outros momentos da vida: organizar a casa, dentro e fora. jogar aquela papelada inútil que acumulamos por meses a fio; e também aquela gente inútil que acumulamos durante a vida. assim como os comprovantes de supermercado e cartão de crédito, tem gente que só serve pra ocupar espaço, sugando nossa energia e nosso tempo de vida.

depois vou assar um lombo, tomar uma champanhota em plena segunda à tarde e assistir 7 episódios de medium pra aproveitar as férias.

ou seja: dá até pra passar a virada de calcinha preta se você cuidar mais da sua vida entre os dias 2 de janeiro e 30 de dezembro.

feliz coisas novas.

24 Dec

então é isso. dentro de uma semana acaba 2009. o que você fez de interessante pra você e pra sua vida? eu fiz pelo menos 5 grandes coisas.

fiz amigos. amei cada vez mais. mudei de casa. comprei um carro. mudei de emprego.

resumindo assim, não dá mais do que uma linha. mas debaixo de cada um desses acontecimentos foram dias, horas, semanas, meses de dedicação pra fazer tudo dar certo. e deu. deu, né?

hoje acordei com aquele vazio típico de fim de ciclo. quando você se dá conta que sua rotina acabou, que sua vida está mudando. uma mistura de ansiedade, saudade de pequenos detalhes e outras coisinhas. mas estou orgulhosa de mim por ter saído da zona de conforto. pelas cinco grandes conquistas e por tantas outras que fizeram parte da rotina: ter paciência, ser mais sincera, fazer as pazes, pedir desculpas, deixar ir.

olhando assim, daqui do fim, parece que foi fácil. que 2009 foi um ano do caralho. não foi bem assim. foi um ano difícil, árduo, arrastado, sofrido em alguns momentos. mas, aqui estamos nós… 2010 here we go.

e para entrar 2010 com os 2 pés direitos, me despeço da Casa dos Trinta 2009. voltamos em janeiro de 2010 com tudo novo de novo. sabe como é: eu sou absolutamente contra computador nas férias. a gente merece olhar o mundo pela janela, e não pela tela, pelo menos por alguns dias. sair da mesmice, lembrar como era a vida quando não precisávamos tanto assim de tecnologia.

obrigada a todos que passaram pela Casa! Feliz Natal! e que 2010 seja somente o primeiro dos melhores anos de nossas vidas.

;-)

qualquer coisa sobre o dia de hoje.

15 Dec

ultimamente tenho me lembrado da máxima “dar valor depois que perde”. funciona pra tudo na vida. aquela calça que você nem gostava muito mas agora que não serve mais, parece a calça mais bonita do planeta. amizades que se foram, relacionamentos de forma geral, bons tempos que não voltam mais, arquivos que você deletou porque achou que nunca mais seriam úteis. pessoas. coisas. empregos. linhas. aquilo tudo que se perde pelo caminho e faz uma falta imensa.

quando você dá um QUIT no trabalho é assim também, sabia? eu não sabia porque geralmente era QUITada. a vítima da situação. mas quando você pede pra sair, todos os dias alguém tenta te lembrar como o mercado lá fora é arriscado, como é perigoso sair da zona de conforto, porque veja bem, paula, você está certa disso?

bem, quando é que estamos 100% certos de algo? nunca, eu acho. e por isso mesmo temos dezenas, quiçá centenas de desculpas para permanecer na zona de conforto. mesmo que ela não seja lá tão confortável assim. temos mil desculpas para não mudar aquilo que não gostamos. a gente pensa que engana o mundo, quando na verdade tentamos enganar a nós mesmos. e só. é muito difícil olhar pra uma situação, ainda que ruim, e dizer “não quero mais isso pra minha vida” e deixar-se dominar pelo desejo de uma vida nova, abrir-se para novas possibilidades, contemplar novos horizontes. entender que na maioria das vezes, não ter NADA significa ter um imenso espaço em branco, uma enorme lacuna esperando para ser preenchida, uma página em branco esperando para ser escrita.

eu ainda sou do tipo que acredita que nada nessa vida é por acaso. as pessoas que encontramos, desencontramos, reencontramos. as janelas que se abrem enquanto estamos olhando pra porta. eu realmente acredito nessas pequenas bobagens. e pra minha sorte, até o presente momento, todas as vezes em que me deixei levar pelo meu instinto havia uma boa surpresa depois da curva. tem gente que tem medo é da curva… eu não.

confraternizar pra quê?

3 Dec

as obrigações da vida corporativa sempre me levaram muito além, aquele papo de “você sempre pode ir mais longe quando achou que estava no seu limite”. sabe como?

tinha uma chefe que me enchia com balelas do tipo quem não é visto não é lembrado, você precisa estar lá, a presença que faz a diferença, etc e tal.

por conta disso e do meu TOC -que me faz achar que se eu não fechar a porta do armário antes de dormir, uma aranha vai subir na cama e dormir comigo – eu sempre encarei com certo bom humor as festas corporativas. dos singelos almoços de confraternização às desafiadoras festas com amigo secreto: eu sempre estava lá.

mas é claro que um dia o feitiço vira contra o feiticeiro e nos últimos anos aconteceu comigo. acreditando que basta estar lá para fazer parte do troço, tentava sempre passar despercebida, conversar um pouco aqui e ali e ir embora super à francesa sem precisar dar tchau pros colegaish.

a primeira vez que isso deu errado foi numa viagem da firma. três dias enfurnada num hotel com o pessoal, sendo que no terceiro passaríamos por uma divertida e estimulante atividade outdoor. a atividade envolvia, entre outras coisas, o uso de camiseta camuflada com a logo da empresa e uma mochila da mesma ordem, contendo: 2 garrafas de gatorade, um misto frio e uma barra de cereais. e consistia, basicamente, em passar o dia todo no mato andando por trilhas sem poder falar (sim, fazia parte do processo manter a boca fechada, buscando novas formas de comunicação com os colegas. demais, né!). a ideia era aproveitar o silêncio obrigatório e passar o dia todo emburrada. e deu errado no exato momento em que descobri que na minha equipe estava ninguém menos que o VP da cia. fim.

a segunda vez que minha participação em evento de firma deu errado foi num churrasco de confraternização. além da comelança, o pessoal do RH resolveu organizar brincadeiras divertidas para ajudar na integração dos colaboradores. e a brincadeira divertida da vez era nada menos do que uma disputa de mímica. tentei passar batido e ficar chutando palavras loucamente enquanto membros da equipe (sim, de novo, eu tinha uma equipe) se desdobravam em movimentos desconexos. minha discrição não adiantou nada: em algum momento que prefiro não lembrar, fui escolhida para interpretar uma mímica. eu mesma. e não era pra equipe. no cartão do imagem & ação estava a palavra TODOS. de modo que sim, eu fiz mímica para presidente, vice-presidente e a quem mais possa interessar. fim.

a terceira vez que deu errado foi no famigerado amigo secreto, sem dúvida meu evento favorito de firma. uma vez escrevi um texto fantástico sobre isso (vou ver se resgato pra botar aqui). o bichinho do você precisa estar lá me cutucou de novo (e eu já nem sei o porquê disso tudo, já que agora não faz mais sentido mesmo) e lá fui eu, sacolinha de presente debaixo do braço.

dessa vez não precisava andar no mato feito abominável homem das florestas nem fazer mímica para TODOS. era o mais inofensivo evento, convenhamos. mas eis que lá pelas tantas rola o momento discurso – primeiro um chefão, depois outro, e depois outro. e o terceiro chefão resolve que não, não é suficiente. vamos convidar alguém da plateia pra discursar também. falar sobre as maravilhas de 2009 e as grandes esperanças para 2010. olha lá gente, alguém quer falar, senão vou escolher alguém, alguém? alguém? vou escolher então… paula. nossa querida colega do marketing.

e não, não bastava falar para TODOS. tinha que ser EM PÉ.

vocês devem estar curiosíssimos com meu discurso repentista, né? só que eu não vou poder escrevê-lo aqui – ainda. aguardem momentos eletrizantes nos próximos posts.
beijo, tchau.

por que eu ainda estou aqui? e você aí?

26 Nov

Extraído do blog do Zero, meu ex-vizinho de Tipos e um dos meus escritores preferidos.

“Já escrevi tantas coisas. De algumas, me orgulho. De outras, tenho vergonha. Confesso que sempre usei o blog para despertar atenções. Isso foi desde 2003, quando comecei a escrever no tipos, até, creio, lá pelos começos de 2007 – quando percebi o quanto era tonto o ato de escrever para verbalizar emoções dirigidas a pessoas específicas. Em vez de me dirigir de viva voz a elas, canalizei para o blog a necessidade de falar. Em algumas circunstâncias, fui notado e respondido, embora nem sempre correspondido. Mas na maioria das vezes, o fim de escrever acabou sendo o de angariar admirações e antipatias de pessoas às quais as mensagens não se destinavam. De dois anos e pouco pra cá, minha vontade de escrever tem se reduzido e atribuo isso ao fato de ter finalmente compreendido a tontice de usar o blog como mural de recados. Sinto, porém, que muitos desses recados são peças que não eram tão herméticas, a ponto de transcender o objetivo inicial e obter simpatias diversas. De todo modo, sinto um tanto de vergonha pelo que passou e isso me retrai e tira o ânimo de escrever mais. Hoje, caminhando após o almoço, fiquei refletindo sobre isso e, apesar da vergonha que sinto, vejo-me com uma sensação de alívio por ter chegado à compreensão sobre essa atitude boba. E confesso: escrevo para que me notem. Escrever, no fundo, é um ato de exibicionismo e de vaidade. Uma vaidade talvez ainda mais idiota do que a vaidade de quem quer ser reconhecido pela beleza do corpo. Porque, escrevendo, quero comunicar que me diferencio, que sou mais inteligente, que sou melhor, que valho mais do que os outros. Escrever é pior do que ser exibicionista. E pior do que escrever é não escrever.”

[eu completaria esse texto, dizendo que depois que a gente compreende que escrever mural de recados é uma tolice, a gente continua escrevendo. e não é só pelo exibicionismo. eu escrevo para que alguém leia e se identifique. e eu leio pra me identificar com o que os outros escrevem. porque pior que escrever é não escrever. mesmo!]

nostalgia mode on.

24 Nov

fuçar na própria caixa de e-mails é uma coisa muito louca. você descobre sua vida inteira contada na tela do computador, por e-mails e g-talk.

achei hoje:

- você nunca vai deixar de me amar, né?
- claro que não, P. pq eu sei q vc nunca vai pisar na bola comigo.

pisei na bola. pisaram na minha também. e aí, é assim que as pessoas deixam de amar umas às outras.

“and so it iiiiiiiiiiiiiiis…” – Damien Rice.

momento nostalgia total.

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