Essa brincadeirinha tá rolando lá no Facebook hoje – você tem que listar 15 álbuns que “marcaram a sua vida”. Difícil elencar 15 álbuns num dia como hoje, em que meu cérebro parece ter emendado o feriado. Achei justo listar aqui todos os que considero marcantes na minha história – e aqui eu posso falar um pouquinho sobre o porquê de cada um deles figurar nessa importante lista. Uau!
- Smashing Pumpkins – Mellon Collie and the Infinite Sadness

Eu sempre gostei de Smashing Pumpkins, basicamente por causa de Billy Corgan e até da careca inconfundível que ele assumiu de uns anos pra cá. A voz arrastada e meio desafinada foi trilha sonora de muitos, MUITOS momentos. 1979 é a música que até hoje me faz achar que eu tenho uns 20 e poucos anos.
- The Cure – Gallore

De fato, tenho queda por vocalistas estranhos. O que eu mais gosto em Robert Smith é do cabelo, que pede urgentemente por pente e condicionador desembaraçante. E também porque ele usa batom vermelho sim, e daí? Ao contrário de Billy Corgan, ele canta bem. Cut Here é a minha favorita de todos os tempos.
- Placebo – Sleeping With Ghosts

Taí mais um álbum com vocal questionável. Brian Molko canta, toca e ainda tem tempo para circular na androginia. Gostei muito do show do Placebo que assisti nos idos de 2004, se não me falha a memória. E apesar do Sleeping… ser meu preferido, a melhor canção do Placebo é Every you every me. Que eu acho que é de outro álbum, não?
- Weezer – Green Album

Essa é simples: eu amo Island in the Sun. Me faz lembrar de dancinhas e bailinhos lá pelos anos 2002.
- James – Millionaires

O que dizer dessa banda que nunca chegou a ser hype? Um dos melhores vocais do meu planeta. Adoro Sit Down, Laid, Sometimes é um clássico do boteco que eu freqüentava no início deste século. Mas Crash é a minha música favorita de todas. E vive neste álbum.
- Kings of Leon- Because of the Times

Minha relação de amor com o Kings of Leon não foi construída do dia pra noite. Até hoje rejeito algumas coisas deles, como o excesso de pira com guitarras (o Wilco também faz isso). Mas Because of the Times foi justamente o álbum que mudou isso. Gosto de todas as músicas, sem exceção, mas toda vez que ouço Knocked Up os pelinhos do braço se arrepiam.
- The Killers- Hot Fuss

Poucas pessoas no mundo poderiam passar pelo que eu passei: 48 horas na companhia de uma de suas bandas favoritas. Eu jantei com Brandon Flowers na Grimpa, eu fui com ele na farmácia comprar Fenergan, eu desci o elevador da Pedreira com ele enquanto milhares de pessoas se afoitavam para assistir ao show do Killers. E vou pra sempre achar que Mr. Brightside é a música mais incrível que já fizeram.
- Morrissey – Suedehead: the best of Morrissey

Teve uma época da minha vida, 199X, que eu curtia uma melancolia feliz. Se é que isso existe. E o Morrissey tinha aí umas músicas que ornavam bem com esse estado de espírito. Também sempre fui super fã do topete, desse estilo meio blasé, e das músicas com títulos longos. Que tal “The more you ignore me the closer I get” ou “We Hate It When Our Friends Become Successfull”?
- Arcade Fire – Funeral

Arcade Fire, uma banda consistente. Sempre fez bons CDs dentro do estilo Arcade Fire de ser. E acho que comentei aqui na semana passada: o Arcade Fire foi uma das bandas “novas” que pra mim era realmente nova. Faziam (e fazem) um som que nunca me lembrou nada a não ser Arcade Fire. Gosto da mistura de vozes, instrumentos, dessa coisa meio celeiro. Arcade Fire me lembra música de celeiro. Nunca morei num celeiro.
- Coldplay – Parachutes

Sim, o Coldplay ficou pop e se aproxima hoje do que considero uma banda comercial de nível médio a ruim. Mas Parachutes tem duas das músicas mais fofas dos meus vinte e poucos: Yellow e Trouble. São de chorar. Hoje em dia não choro mais, mas ainda gosto muito.
- Moby – Play

Nunca fui fãzaça de Moby. Não acompanho a carreira, não tenho todos os discos, não fui nos shows, e nem mesmo a careca dele faz o meu tipo. Mas eu simplesmente adorava esse álbum Play, e só por isso ele não poderia ficar de fora. Até hoje eu curto ouvir “Why does my heart feel so bad?”. We’ll never know…