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trinta dias com ela.

25 Nov

hoje completo meu primeiro mês de dieta. êêêêêêêê! oi?

uma coisa na qual eu nunca acreditei muito, achei que era balela esse papo de que depois dos trinta é tudo mais difícil. não é que é mesmo? sei lá se é o metabolismo que começa a ficar preguiçoso quando a gente envelhece amadurece, ou se a gente é que fica com preguiça do metabolismo, sabei-me.

e não é querer falar nem desanimar as adolescentchis desse mundo, mas eu era seca de dar dó até não muito tempo atrás. tinha complexo de magreza de modo que tomava levedura de cerveja com água (eca) pra engordar. chupava leite condensado na latinha. tudo isso nunca fez efeito.

mentira, fez sim: um belo dia eu acordei com trinta anos e toda a levedura e leite condensado tinham se convertido em banha. e claro que a banha nunca se distribui adequadamente, fazendo você ficar gostosa. um bom exemplo é que eu continuo sem bunda, e o que devia ser a gostosura do meu traseiro subiu demais e virou uma série de dobrinhas nas costas.

o triste da dieta é que ela é infinita. pelo menos a essa altura da vida, ou pra quem tem uma genética relaxada feita a minha. como uma colega de trabalho disse esses dias: você começa a se dar conta de que NUNCA MAIS vai poder fazer certas coisas – tipo comer duas baciadas de pipoca assistindo tevê ou matar a fome do final do dia com uma coxinha tamanho GG. porque se você leva um mês pra emagrecer 4 kg (meu caso, obrigada) você só precisa de uma coxinha pra engordar os 4 perdidos + 4 de castigo por cometer o pecado da gula.

então o primeiro passo para iniciar uma dieta é esse: aceitar a infinitude dela (acabei de inventar essa palavra). aceitar que você vai passar vontade e contar calorias até a eternidade. pensar que no dia da sua chegada no céu, no banquete de boas-vindas, você vai negar o strogonof de camarão e comer somente 100g de frango grelhado com salada de folhas. folhas! quer coisa mais sem graça do que folhas? você vai recusar mousse de chocolate e ter como sobremesa uma deliciosa fatia de mamão. pelo menos mamão faz bem pro intestino, né?

esses dias virei pro meu respectivo e desabafei: estou cansada dessa vida de contar as coisas. dá um trabalho danado! observar o peso do prato pra contar as calorias e lançar numa tabelinha todo santo dia após o almoço. analisar minuciosamente a embalagem de cada merdica de barrinha que você compra no supermercado, optando por aquela que tem menos calorias (geralmente as que tem mais gosto de ração para gatos).

então, ao final do primeiro mês, tento me focar nos quilos perdidos. esquecer todos os milk shakes de ovomaltine que não tomei, todos os pães de queijo que não comi, todos os brownies com sorvete que não pedi e todas as noites em que enganei meu estômago, convencendo-o de que jantar 7 torradas com patê era tão gostoso quanto enfiar a cabeça dentro de uma batata assada.

um mês inteirinho de sacrifícios para no final perder QUATRO quilos. prestenção, gente. a mão tem CINCO dedos e eu perdi QUATRO quilos, não dá nem pra encher uma mão com o preço do meu esforço.

e com quatro quilos a menos, convenhamos: não vai ser nesse verão que eu vou voltar pro biquini de lacinho ou andar por aí sem precisar esconder as dobras das costas. só não vou desistir dessa pocilga de dieta porque eu sou mesmo uma pessoa de fé! devagar se vai ao longe, talvez no verão de 2012…

tá na hora da barrinha… fui!

pensamentos da barriga.

20 Feb

triste mesmo é pensar que a vida gastronômica nunca mais será a mesma. nunca mais passar as tardes comendo cheetos e tomando guaraná sem ficar com a consciência pesada. nunca mais comer doces e tomar suco de laranja à vontade. se você assim como eu não tem uma boa genética para a gordura, sabe bem que cada comida escolhe um lugar do seu corpo para morar. geralmente na barriga – inclusive a barriga traseira, malditas dobrinhas nas costas.

hoje, dando continuidade ao meu programa de alimentação saudável, almocei uma deliciosa salada de peito de peru. a sobremesa foi um petit gateau terrivelmente acompanhado de duas bolas de sorvete e muita calda de chocolate. tô estufada mas podia ser pior. eu poderia ter comido uma bela macarronada ao sugo como abre-alas.

tuins.

13 Jan

todo mundo diz que não gosta mas acaba assistindo. eu sou mais direta: assisto big brother mesmo e sem culpa. dali não vem cultura pra minha vida, mas um agradável vento para deixar a cabeça cheia de nada antes de dormir. adoro.

*tuin*

meta para 2009: andar mais. não é só questão de peso, mas de saúde. 61 minutos na esteira assistindo two & a half men. indo e voltando a pé do trabalho de novo. lado bom: há tempo para ouvir músicas no caminho. lado ruim: tomar essa decisão numa estação tão suada.

*tuin*

em 2008 eu aprendi a gostar de comida japonesa. isso é bom porque me insere em alguns contextos sociais. inclusive o das pessoas que gastam demais com delivery.

| lição do dia: use filtro solar. especialmente nas cicatrizes… |

sexta-feira.

12 Dec

felicidade é precisar fechar o cinto um botão mais pra dentro porque a calça fica caindo. felicidade é tirar do armário aquela camisetinha que estava aguardando há meses para dar uma voltinha pela cidade. é entrar de novo naquela calça jeans que você quase jogou fora há uns meses atrás, num acesso de gordice sem remédio. felicidade é sentir a calça sobrando na bunda, nas pernas, na cintura.

ai, mulheres. tão fáceis de agradar.

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